BIOGRAFIA

 

 

 

 

Completando mais de 50 anos de carreira, e mais de 5 mil shows mundo afora, Ayrão atinge a impressionante marca de cerca de 11 milhões de cópias vendidas, 40 álbuns lançados no Brasil e America Latina, 11 Discos de Ouro, 8 Discos de Platina, 2 Discos de Diamante e centenas de troféus e premiações diversas.

 

Carioca do bairro do Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio de Janeiro, Luiz Ayrão nasceu em uma família de artistas. Freqüentemente, todo o clã se reunia e vez por outra, era possível encontrar aí, nas rodas de choro, mestres da música popular brasileira, amigos da família, como Pixinguinha e João da Bahiana.

Nesse ambiente, Ayrão desenvolveu o gosto pela música e seus cadernos, cheios de composições, faziam sucesso entre os colegas que frequentavam o Bar do Divino, conhecida esquina do suburbio carioca onde jovens, que mais tarde se tornariam famosos, se aglomeravam. Nessa época, veio morar no seu bairro, aquele que iria se tornar o maior ídolo da então chamada Música Jovem: Roberto Carlos, surgindo então uma grande afinidade.

 

Ayrão participou de várias fases da música popular brasileira desde a década de sessenta, começando quando surge a Jovem Guarda, gravado como autor no primeiro disco de Roberto Carlos (CBS), a canção “Só por Amor” (1962), que lhe abriu portas permitindo que tivesse outras composições suas gravadas por ícones da época como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, dentre outros. Roberto também gravou outras composições como “Nossa Canção” (1967), o primeiro grande sucesso e o primeiro sucesso romântico da carreira do Rei e, “Ciúme de Você” (1970), ambas regravadas até hoje por grandes nomes da MPB.

 

Já formado e trabalhando como advogado, teve sua estréia como cantor quando uma de suas composições foi inscrita no festival O Brasil Canta no Rio, em 68, promovido pela TV Excelcior. Considerada subversiva e provocadora a música “Liberdade! Liberdade!” teve que ser interpretada pelo próprio Ayrão que subiu ao palco pela primeira vez diante de grande platéia e câmeras de TV. Lá conheceu Romeu Nunes, que gostando do que havia ouvido, contrata Ayrão por dois anos para a gravadora a RCA Victor, onde gravou 4 compactos.

 

Do destino ninguém foge. Por incentivo de Romeu, no início de 1974, pela Emi-Odeon, é lançado seu primeiro trabalho como cantor profissional. Uma das faixas estoura no carnaval e atravessa o ano liderando todas as paradas: “Porta Aberta”, uma declaração de amor à sua Escola de Samba Portela, torna-se um grande hit, e hoje é considerada um clássico da MPB, revelando o samba como sua vocação. No mesmo disco, outro grande êxito: “No Silêncio da Madrugada”. Luiz deixa de vez a carreira de advogado e parte para o segundo disco, “Missão”, com novos sucessos: “Saudades da República” e “Bola Dividida”.

 

Então casado e com seu primeiro filho ainda pequeno, em 1975 integra o elenco da mais famosa casa de MPB da noite paulistana: Catedral do Samba. Ayrão deixa sua terra natal e se muda com a família para São Paulo, onde logo tem suas duas filhas.

Nos anos seguintes novos discos são lançados pela EMI- Odeon, revelando sucessos anuais e consecutivos, batendo recordes de vendagens e músicas em destaque nas paradas de sucessos, como: “Os Amantes”, gravado também em espanhol em seu primeiro disco para América Latina, “O Lencinho”, “Conto até Dez”, “Quero que Volte”, “Reencontro”, “O Lobo da Madrugada”, “Mulher à Brasileira”, “Amor Dividido”, “Bonequinha”, “Meu Canarinho” – sucesso na Copa de 82, “Águia na Cabeça”, “Separados”, dentre outros, que o levaram a se apresentar na Europa, Estados Unidos, Japão e pela América Latina.

 

Contestador, transparece em suas letras pensamentos e ideais quanto à política vigente e algumas músicas são censuradas, entre elas, “Liberdade! Liberdade”, “Meu Caro Amigo Chico”, dedicada a Chico Buarque e, “Treze Anos”, rebatizada como “O divórcio”, para burlar a Censura - motivo, hoje, de documentários para os quais é convidado a participar.

 

Ayrão é autor de 3 livros, o romance: “O País dos meus Anjos” (2000), sobre o caminho entre a descrença e a fé; “Meus Ídolos & Eu”, (2010), onde abre seu acervo de memórias, reunidas ao longo de 50 anos de vivência no meio artístico e narra de maneira bem-humorada histórias dos bastidores vividas e contadas por algumas das geniais personalidades do nosso universo musical, prefaciado pelo jornalista e importante historiador da Música Popular Brasileira, Ricardo Cravo Albin, e, mais recentemente, mais um romance: “Da Aurora ao Pôr do Sol” (2016), inspirado em sua história pessoal.

 

- Benemérito do GRES Portela

- Título de Cidadão Paulistano

- Imortal da Academia Brasileira de Ciências Artes e Literatura

- Cidadão Honorario de Saquarema

 

 

PLAYLIST SPOTFY

 

 

1982 NOVIDADES

1980 LUIZ AYRÃO

1979 AMIGOS

1978 O POVO CANTA